O dia 8 de fevereiro de 2018 ficará gravado na história do povo gaúcho, devido a triste votação que aprovou a adesão do Estado no Regime de Recuperação Fiscal. Na tribuna, diversos deputados lembraram o massacre cometido no governo Antônio Britto, que em 1996, assinou um contrato de refinanciamento da dívida do Estado, aceitando a pactuação de juros exorbitantes (impagáveis) e a venda de estatais. Naquele momento (assim como agora), o acordo foi apresentado como a solução para a crise financeira do Estado. Na época, José Ivo Sartori era deputado estadual, presidia a Assembleia Legislativa e era líder do PMDB no governo Britto. Como se sabe, essa renegociação não apenas não resolveu como agravou gravemente a situação financeira do Estado.

Que Sartori celebre aprovação do Regime de Recuperação Fiscal como a vitória da mudança sobre o atraso chega a ser irônico.

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Na capa de ZH de 21 de setembro de 1996,  a manchete destacava que o “Rio Grande liquida a dívida”. A foto da capa mostra ex-governador Britto e o então ministro da Fazenda Pedro Malan, sorridentes, comemorando o acordo que, segundo a ZH, estaria “limpando a ficha dos gaúchos